
"Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível"
Daí a galera começou a compartilhar essa foto e eu achei que apenas acharam a história interessante e tal, mas comecei a perceber que existe uma certa lamentação e crítica social tanto nas palavras do psicólogo quanto nas das pessoas que compartilhavam. Li com atenção e não entendi o ponto.
8 anos como gari
O cara fingiu ser gari por 8 anos para estudar a percepção das pessoas ante a essa atividade. Sério? 8 anos? Se fosse uma faculdade de engenharia eu entenderia os 8 ou até 10 anos (hehehe), mas só para saber algo que todos já sabem um dia bastava.
O trabalhador invisível
Segundo ele, o gari em sua atividade se torna invisível, pois todos enxergam apenas sua atividade e não sua pessoa. Sinceramente, isso é perfeito e maravilhoso! Imagine um médico que no exercício de sua atividade, no meio da cirurgia, fosse interrompido por alguém que quisesse conhece-lo melhor?
Eu confesso, quando vejo um gari limpando, sou capaz de atravessar a rua. Preconceito? Não, semancol. Coisa mais desprezível é quando você está limpando sua casa e vem uma pessoa lhe atrapalhar, não acha? Imagine quando isso é sua profissão e vem os imbecis lhe desejar bom dia com a falsidade que só uma pessoa que nem lhe conhece pode imprimir?

E aí está algo relevante. O fato é que nos testes para gari devem (ou deveriam) selecionar apenas os não-frescos. Que absurdo é esse de precisar de bom dia no ambiente de trabalho? Isso acontece com alguma profissão específica?
Dicas para a próxima experiência
Bem, 8 anos como gari é mole, qualquer um consegue. Agora tenho umas dicas um pouco mais pesadas para ver se o amigo psicólogo aguenta:
- Professor: achou que foi ignorado como gari? Você não viu nada. Vai lá dar aula para uma 5ª série em um colégio público da periferia.
- Operador de telemarketing: ninguém quer saber seu nome e ninguém anota o número do protocolo.
- Proctologista: seus pacientes não gostam do que você faz e ninguém aperta sua mão.
Fonte: Negão Internauta.
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